quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Empório Santa Maria

Ainda falando da SPRW inverno/09, fui ainda jantar no Empório Santa Maria. No mezzanino do supermercado tem um restaurante bem bom, com uma máquina dos sonhos de muita gente que conheço, eu inclusive: a Enomatic.
Pra quem ainda não viu, Enomatic é uma máquina italiana de auto-serviço de vinhos em taça. Não lembro quantos são, mas acho que eles trabalham com mais de 60 rótulos para você que quer provar um bom vinho sem precisar comprar uma garrafa inteira. E na dúvida, consulte a sommelier, ela lhe ajuda a escolher o que melhor harmoniza com sua refeição.
Voltando ao menu da SPRW, das opções do jantar, optei começar com a salada de verdes com pupunha acompanhada por um leve Pinot Noir bem bom. Mas acho que esta opção ficaria melhor com um branco, a pupunha picante ficaria melhor acompanhada, creio eu.
Meu prato principal foi um Picatto al Barolo e polenta, um picadinho ao molho do vinho, molho muito saboroso, as carnes que eles utilizam são muito boas, bem macias, e a polenta estava boa também, cremosa mas garfável, e uma delícia com o molho do picatto, realmente um prato que valeu muito a pena, ainda mais acompanhado por dois belos vinhos. Um parênteses: preciso me organizar melhor e ao menos anotar os vinhos que provo, depois de umas horas (e taças) não lembro mais de nome nenhum. Só me lembro muito bem do Quinta do Crasto que eles tem lá e é bem gostoso, foi um dos dois que peguei pra harmonizar com o Picatto. Esse vinho eu já conhecia de outras visitas, e gostei muito dele. Nesta visita, porém, a garrafa estava recém aberta, e só no final, respirado na taça já praticamente vazia, ele soltou todos seus deliciosos aromas.
Para a sobremesa, Pannacotta com calda de frutas vermelhas, boazinha. Gosto de pannacotta porque, ao menos as que provei até hoje, é uma sobremesa suave, sem muita doçura, e que neste caso caiu bem com o azedinho da calda de frutas vermelhas. Para acompanhar, um gostoso porto também da Quinta do Crasto.
O Empório Santa Maria é um ótimo lugar para brincar de degustação, quer na Enomatic, quer num grupo escolhendo dentre as garrafas que vendem a um preço razoável. Volto mais vezes.

Picchi

As coisas andam muito corridas e estou bem atrasado nos relatos. A SPRW acabou faz tempo e nem coloquei os dois últimos restaurantes que visitei.
Tirando um pouco de atraso, no último dia útil deu vontade de chutar o balde, entrei num táxi e desembarquei no Picchi. O Alhos falou e fala tão bem deste restaurante que não queria perder a oportunidade de provar com minha própria boca. Acabei então repetindo a sequencia dele.
Entrada, a ótima Polenta com Roquefort, uma delícia juntando bem duas coisas que adoro, polenta mole e queijo forte. A polenta numa consistência ótima, cremosa dum creme garfável que dá gosto.

Depois escolhi o raviolini recheado com carne e legumes ao burro e sálvia, acho que a melhor massa recheada que já comi até o momento, combinação de dar água na boca de lembrar, que coisa fantástica aquela massa al dente, manteiga e sálvia discretos para valorizar os raviolinis, grandes estrelas do prato.

E pra fechar, um delicioso brownie, amanteigado, castanhudo, muito bom.

Resumindo: gostei muito do restaurante, bom serviço, comida superótima. Pretendo sim voltar dia desses. E o recomendo com certeza.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Ça-Va

Hoje também não queria nada muito além de um sanduíche no Giramondo, mas como não tive que fazer nada que não fosse apontar o caminho e acompanhar a turma, fui almoçar no Ça-Va, que dá pra ver da janela do escritório. Reserva pra 10, fomos em 13. Nem pra 10 tinha lugar no horário marcado, quanto mais 13. Nesse tempo, 5 desistiram, e depois de 20 minutos conseguimos nossa mesa pra 8 no pequeno salão do restaurante. Mesa ainda suja dos ocupantes que nos antecederam, demoraram a limpar e arrumar, contrastando com o almoço anterior, neste o serviço beirava o caótico. Escolhas feitas, trazem as crepes de palmito a todos, gostosa, acompanhada de folhas verdes com mostardamel e balsâmico. Apesar de eu ter pedido o Créme Ça-Va, fiquei com a crepe mesmo, e não me arrependo.
O Boeuf a provençale chegou sobre Penne Tricolore. Gostei do molho, cheiroso, saboroso. Vinho e pouquíssima azeitona, pra perfumar sem dominar. Pena que a carne tivesse alguns pedaços rijos. Mas gostei do prato. Principalmente depois das críticas ao Fricassée de poulet avec carotte a julienne de meus vizinhos de mesa, frango com caldo de tablete e arroz mal cozido.
A sobremesa foi praticamente unanimidade na mesa, todos gostaram das duas opções. Eu achei as frutas flambadas gostosas sim, mas nada muito surpreendente. Conta no padrão do festival, só achei exagerado o preço dos sucos, R$ 8,00 o copo(isso mesmo!!!!). Outro restaurante bom, mas não ótimo.

Amaranto

Incrivelmente eu estava com preguiça de resolver dos lugares pra almoçar por aqui, aproveitando o festival. Mas não poderia abandonar os amigos. Vamos então às expediçoes.
O primeiro que visitei, ontem, foi o Amaranto, dentro do Caesar Business da Paulista. Meio que de última hora, liguei, tinha vagas, consegui reservar lugar com apenas uma hora de antecedência. Pontualmente chegamos, e a mesa nos esperava, vazia, sem atropelos, o lugar aliás estava bem tranquilo. Restaurante de hotel, bem arrumado, confortável, serviço bom, nos foi oferecido apenas o cardápio do festival. Escolhas feitas, bebidas à mesa, logo chega a salada de folhas e figos com aceto balsâmico, pra matar o tempo.
Conversando no ambiente tranquilo do restaurante, chegam os pratos principais. O Medalhão de alcatra ao molho poivre-vert sobre galete de milho com legumes à Julienne chegou bonito, acho só que a galete não precisava ser tão "discreta", praticamente não a vi de tão fina, bem diferente da foto no site do festival, em que a galete efetivamente aparece. A carnte estava Ok, ao ponto, rosada por dentro, e o molho também ok. Apenas vi o Posta de Pintado sobre Pure de Batatas aromatizado com Ervas finas acompanhado de Tomates Cereja, Azeitonas Pretas e Champignon, estava bonito também, mas não o provei.
A melhor parte da refeição ficou para o final, o Brownie com sorvete de creme estava bem gostoso, amanteigado, castanhudo, doce na medida. Almoço bom, mas não ótimo. Valeu pela tranquilidade do ambiente, e pela sobremesa, deliciosa. Com a água a R$ 4,00, serviço e doAção criança, a conta ficou por R$ 35,70 por pessoa.

Restaurant Week Inverno 2009

O que a fome não faz. Aproveitando a SP Restaurant Week, acabo duas vezes almoçando em restaurantes do festival, e esqueço de fotografar os pratos. Não poderei compartilhar do que vi. Tento então descrever o que senti. E vejo se lembro das fotos nas próximas visitas.

domingo, 16 de agosto de 2009

Pão italiano no Giramondo

Giramondo Café. Conheço Aldo e Ana praticamente desde que eles abriram a portinha na Rua Marconi no Centro. Batia ponto lá toda manhã, antes de chegar ao escritório, pro desjejum ainda de cara amassada de dormir no fretado. Era um momento feliz do dia, pão na chapa bem feitinho, crocante, manteiga colocada só depois da chapa, pra não queimar a manteiga, que tem ponto de "cottura" baixo, de acordo com Aldo. Já provei de praticamente todo o cardápio. Mudanças ocorreram, fornecedores que faliram, novidades que chegaram, mas a essência continuou e continua a mesma: bom atendimento e qualidade dos produtos. Mais de 400 cafés servidos por dia, e ainda lembram nome e preferências de boa parte da clientela. Meu café sempre sai bem curto, sem colher, como gosto, sem que eu precise pedi-lo assim.

Sanduíches deliciosos, os frios são cortados na hora do preparo, não ficam fatiados oxidando na geladeira. O Bologna, de mortadela Ceratti, 125 gramas bem pesadas, é melhor que o do Mercadão, ganha no frescor do embutido, no equilíbrio da proporção com o pão, e pela deliciosa salsa picante que o acompanha. Pra sobremesa, que torta de milho é aquela! Cremosa, uma delícia. Vicia, consuma com moderação.

Mudei de empresa, passei 4 anos longe de lá, passando sempre que possível pra matar a saudade. Abriram filial na Paulista, cada vez mais movimentada, e eu lá longe. Quando soube que viria passar temporada na região, a expectativa de voltar a frequentar este lugar delicioso era grande. Contava os dias. Até calendário com a contagem regressiva preguei na parede. E cá estou, a 4 minutos do meu balcão de café preferido.
Quanto ao futuro, duas dúvidas tenebrosas: quando termina minha temporada na Paulista, e aonde conseguirei meu pão italiano com manteiga de todo dia?

La Caballeriza

Já que estou trabalhando hoje, sábado 16/8/2009, horas a fio, resolvi ter um jantar decente.
Minha primeira opção, Pub Kei, fechou pro jantar às 22h00, achei que dava pra comer depois disso, mas só fica o karaokê aberto. E eu doido pra provar do missô lamen deles. Fica pra outro dia.
Ia eu pro Generale, mas lembrei que amanhã volto pra cá, e devo comer por lá. Mudei então o rumo pra paralela Al. Campinas e entro no La Caballeriza.
Já passava das 22h, e o restaurante estava vazio, poucas mesas ocupadas. Fico com uma mesa redonda toda a meu dispor.
Passo o couvert, e vou direto a uma porção de chinchulines (R$ 14,00), no cardápio descritos como "miúdos de bezerro", pra chocar menos, porque chinchulines são uma parte do intestino, ou algo assim. Coisinha meio mais ou menos, parecia que estava comendo a tripa da linguiça, com um creminho dentro. Seria melhor ter começado com morcillas, sempre me caem bem.
Pra beber, um Elsa Bianchi Malbec 2006 (R$ 30,00), escolhido por recomendação da casa na faixa de preço dele. Muito alcóolico na prova, respirando um pouco melhorou. Um vinho ok, leve, levemente frutado, pouco tanino, pouco aromático, pro dia a dia pra bebericar conversando sem maiores compromissos, manteve-se bem durante o jantar, mas acho que faltou-lhe corpo e complexidade pra acompanhas a carne da noite.

Não tinha ainda acabado com a entrada, e chega o Purê (R$11,00) e a estrela do prato: o Bife de Chorizo(R$ 31,00), 250g ao ponto pra mal passado, como pedi quando o garçom perguntou do ponto da carne. Rosado sem estar crú, ótimo por dentro, mas uma torradinha por fora não faria mal. Assim como poderia ter mais uns 3mm de gordura na capa, enriqueceria o sabor. Ademais, carne gostosa, bem macia e tenra. Quando pedi a pimenta do reino ficou melhor ainda, o sabor enriqueceu, e só então a memória deste gosto me levou a Buenos Aires.

Virtualmente em Puerto Madero, levemente elevado pelo vinho, um duo de bandoneón e violão começou a tocar no mundo real. Essa viagem me fez valer a noite, apesar dos pesares.

Update: Metade da garrafa do vinho veio pra casa, e ficou bem no outro dia com a Fricazza que apareceu por aqui. Massa era mesmo mais a cara dele.